Vasectomia e Reversão de Vasectomia
O que é Vasectomia?
A vasectomia é nome dado à cirurgia realizada em homens que não querem mais ter filhos. A cirurgia de vasectomia consiste em impedir essa circulação de espermatozóides, impedindo a gravidez. Os espermatozóides são produzidos nos testículos e conduzidos para os canais deferentes até chegar na uretra, onde são expelidos na ejaculação.
Como é feita a Vasectomia?
O procedimento é realizado com anestesia local e o médico retira um fragmento de cada um dos dois canais que levam os espermatozóides dos testículos ao pênis. O procedimento leva de 15 a 20 minutos e não há necessidade de internação hospitalar, podendo ser realizada no próprio consultório médico. Mas caso o paciente queira realizar o procedimento em hospital, Dr. Valter Cassão normalmente realiza a cirurgia nos Hospitais:
– Israelita Albert Einstein
– Sírio-Libanês
– Rede D’Or São Luiz
– Samaritano Higienópolis
– 9 de Julho
Excelência em Cirurgia
Vantagens da Vasectomia
- Não diminui libido;
- Não altera ejaculação;
- Método seguro para evitar a gravidez;
- Não é necessário interromper o ato sexual;
- Não interfere nas relações sexuais, nem causa impotência;
- Não há necessidade do uso de outros métodos contraceptivos, como pílulas anticoncepcionais ou DIU;
- Pode ser reversível, mas o sucesso da cirurgia de reversão depende de cada caso;
- Cirurgia bem mais simples que a laqueadura de trompas femininas.
Dr. Valter Cassão
Formação Acadêmica
CRM 129443
- Médico Assistente do Hospital das Clínicas e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Disciplina de Urologia;
- Doutorado em Urologia Universidade de São Paulo;
- Especialização em Cirurgia Robótica e Minimamente Invasiva Boston Children’s Hospital e AdventHealth Celebration Florida Hospital;
- Pós-graduação em Urologia Pediátrica e Cirurgia Robótica em Harvard, John F. Kennedy School of Government;
- Estágio de especialização em Uro-oncologia e Urologia no Hospital Sírio-Libânes;
- Residência em Urologia Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo;
- Residência em Cirurgia Geral Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo;
- Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Vida sexual após a Vasectomia
Muitos homens pensam que após a vasectomia vão ter impacto e alteração na vida sexual ou que possam causar distúrbios ejaculatórios e de ereção, mas isso não acontece. A vasectomia torna o homem estéril, mas não interfere na produção de hormônios masculinos nem em seu desempenho sexual.
O corte acontece apenas no canal que permite a chegada dos espermatozóides até a uretra, os nervos e vasos sanguíneos responsáveis pela ereção do pênis não estão envolvidos na cirurgia de vasectomia. O líquido produzido na próstata e na vesícula seminal continua sendo eliminado normalmente durante a ejaculação.
Ou seja, a vasectomia não altera a produção de hormônios, não diminui a libido, o desejo sexual; e não causa impotência.
As relações sexuais podem retornar após uma (1) semana da cirurgia. Porém, é importante lembrar que mesmo com a cirurgia, alguns espermatozóides ainda continuam vivos dentro do canal por um tempo!
Por isso é necessário utilizar métodos contraceptivos por cerca de 60 dias após a cirurgia e usar camisinha até realizar novamente o exame de espermograma e ter certeza que não tem mais espermatozoides disponíveis.
Além disso, o uso de camisinha também impede a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.
Critérios para realizar a Vasectomia
No Brasil, a esterilização cirúrgica está regulamentada por meio da Lei nº 9.263/1.996 que trata do planejamento familiar, a qual estabelece no seu artigo 10º os critérios e as condições obrigatórias para a sua execução. De acordo com a legislação, somente é permitida a esterilização voluntária nas seguintes situações:
I – Em homens sem filhos com capacidade civil plena e maiores de 21 anos de idade. Caso a pessoa já tenha um ou mais filhos, poderá realizar o procedimento independente da idade.
II – Risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em relatório e assinado por dois médicos.
Para realização da cirurgia é necessário o registro da expressa manifestação da vontade em documento escrito e firmado, após a informação a respeito dos riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais, dificuldades de sua reversão e opções de contracepção reversíveis existentes.
Reversão de Vasectomia
Dúvidas Frequentes
Aproximadamente 4 a 6% dos homens que realizaram vasectomia voltam a manifestar o desejo de ter filhos. Nesses casos, a reversão da vasectomia é possível na maioria das vezes. Porém, muitos casais desconhecem que existe a reversão de vasectomia ou ainda acreditam que somente podem ser revertidas vasectomias com menos de dois anos.
A cirurgia consiste na religação (anastomose) dos canais deferentes que conduzem os espermatozoides, os quais foram interrompidos na cirurgia de vasectomia. Como os deferentes possuem diâmetros pequenos, ou seja, o diâmetro interno do deferente é na ordem de décimos de milímetro, a reversão da vasectomia necessita do emprego de microscópio cirúrgico, fios e instrumentais de microcirurgia.
A microcirurgia é realizada com o auxílio de um microscópio e fios cirúrgicos extremamente finos que permitem a junção das partes que foram desconectadas. Por ser uma cirurgia minuciosa e delicada, a reversão necessita de tempo cirúrgico maior que a vasectomia, geralmente de três a quatro horas.
Apesar da possibilidade de reversão, nem sempre o tratamento apresenta sucesso adequado, pois alguns outros fatores estão envolvidos, como por exemplo, o tempo decorrido entre a reversão e a vasectomia, idade da parceira, experiência e treinamento do cirurgião. De forma geral, podemos apontar que após 10 anos da vasectomia a taxa de sucesso diminui consideravelmente.
Sendo assim, se a reversão da vasectomia for bem-sucedida, pouco a pouco, os espermatozóides voltam a estar presentes em abundância no sêmen, com percentuais de:
- 79% dentro de três meses após a cirurgia.
- 96% de quatro a seis meses.
- Taxas normalizadas em 99% no período de sete a 12 meses.
